sábado, 24 de novembro de 2007

Eis a questão

Nada ao meu redor é familiar
às vezes simpático, noutras perverso...

As lágrimas caem
mesmo quando não enchem os olhos

porque sempre dou um jeito de secá-las,
antes mesmo de senti-las...

É como abortar um filho,
antes de segurá-lo nos braços,

como matar os sonhos
antes de torná-los impossíveis...

Nessas horas eu percebo que nada no mundo faz sentido:
as pessoas dizem “parabéns”, “bom dia”, “boa semana” e depois se matam.

Olho pros lados e não reconheço ninguém
- e me esforço pra entender o que diabos vim fazer aqui.

Às vezes acho engraçado,
noutras acho triste,

mas sempre me pergunto
o que foi mesmo que vim fazer aqui?

Nicole Rodrigues


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