quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Tinto dulce

Ontem à noite eu quase fiquei bêbada. Bebi o primeiro copo de vinho e logo senti meus braços primeiro a dormência, depois muita dor. Daí parei de beber. É sempre assim, por isso nunca fico bêbada e o quase sempre está lá. Pairando no ar.

Às vezes fico alta, e tento não me incomodar com a letargia posso ficar horas encostada numa almofada pensando na vida, na minha e na dos outros… , noutras sou imediatamente consumida pelo sono… Ontem foi assim.

Sem dizer uma única palavra, ele segura a minha mão, me carrega até a cama, senta na beirada, acarinha meus cabelos e sorri. E eu o amo tanto. Tanto…

Eu quero dizer que o amo com lágrimas nos olhos, como nos filmes, mas meus braços doem, meus olhos pesam… e as palavras são diluídas pelo álcool…

Eu caio no ano sem dizer que o amo, mas eu o amo. Ah, como amo! Do jeito que eu sempre quis, do jeito que eu nunca pude, do jeito que o amo.

Um comentário:

elúcian disse...

A thimble of champagne for my love, please!

rs

x i x