sábado, 21 de junho de 2008

Veneno sorbet


O sangue jorra da taça e das veias
Invadindo os canais
Por onde os sentidos passam
E as palavras brotam em erupção

O sorbet amacia a língua
E acarinha a alma
Que carente de ternura
Se lambuza na lizura do manjar

O tempero espeta a ostra
repleta de desejos
e as ondas de impulsos
se acumulam no pomar

O enxaço é prova da escassez
A úlcera do excesso
e enjôo me faz crer
Que é preciso jejoar.
Nicole Rodrigues

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