sábado, 13 de março de 2010

Ululante

[Para o poeta dos bruscos ventos]



A voz voltará
a soprar-lhe o ouvido,
em forma de poema
ou de sussurro amigo,
porque também ela precisa de ti.

E o frio que agora anestesia
tantas palavras a serem ditas
há de dar lugar ao sol
que aguçará todos os sentimentos
por ora adormecidos.

E quando houver sol,
as palavras não ditas ressoarão
com a ajuda do vento
trazendo-lhe nada menos
que ululante contentamento.


Nicole Rodrigues

2 comentários:

Vinicius disse...

"Ululante contentamento" ler-te e ter-te em companhia amiga. Que a voz que lhe trago seja pálida, mas não lhe pareça pequena, pois que é grande e admirável a expressão de contentamento. Contentamento por ter-te... E ver-te poema. Como sempre digo e devo dizer-lhe sempre: Tu és a minha querida poesia e poetisa.

Abraço.

Anna Rocha disse...

Uma bruxa diria ao finald esa prece:
"Assim seja, assim se faça."