quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Kilmarnock

E porque tudo é tão novo abalo sem fim
No embalo do trem
Que me leva para Kilmarnock

O verde do pasto
O pink da Lilly
O ovelha marfim

O de amarelo pede o ticket
O de azul pede licença
A poltrona roxa de cetim

O vinho chileno
O frango com polenta
O tiramsu de morango

O livro de Assis
O diário de Virgínia
A viagem de Jorge

A Bulgária é logo ali
Placa pra todo lado
Mas cadê o mapa?

Prisão de ventre
Dor de cabeça das bravas
Sonolência

Adormeço
Sonho pesado e denso
O dedilhar de um estranho me acorda

Agradeço
Deixo para trás os meus vagões
E desço.



Nicole Rodrigues

2 comentários:

memoriacaotica disse...

Ler "Bulgária" sempre me lembra O pucaro búlgaro.

Nicole Rodrigues disse...

Não li e não li. Ando muito ocupada lendo livro de "Mulherzinhas". ;-)