terça-feira, 24 de abril de 2012

Fulminante




Eu tenho tanto medo de ficar cega. Mais até do que de morrer. Porque quando defunta já não importará, mas viva e cega sei que não demora muito e hei de morrer com o coração ainda batendo só de tristeza. Viver pra não ver as cores, luzes, texturas, camadas, curvas, asas e pegadas? Prefiro tombar agorinha mesmo – fulminante – de olhos bem abertos, para todo o sempre.
Nicole Rodrigues

4 comentários:

Anônimo disse...

"Fulminante": é um texto corajoso, verdadeiro e que demonstra um querer de auto cuidar-se, sem contudo negar ajuda aos que precisam.
Identifico me com o sentimento da autora.
Com carinho para todo sempre.
Vera Frazao (verinha)

Luciana Mendonça disse...

saudade de vc.muita..hj vou vim ler seus poemas lindos!tda hra vc muda d email???

*fiz um post e era p ser critico. As mulheres nao entenderam e me enviaram e-mail perguntando sobre o slogan de feminismo q ta no blog. Diziam q nao tava coerente com o q escrevi.Era p ser ironico =) mas..

Juliana Migliorati disse...

Sabe que eu tbm tenho um medo danado disso!
Kkkkkk... Olá lindona como vai? Beijãooo

N. Rodrigues disse...

Vera, Luciana e Juliana, obrigada pela visita e pela smensagens tão gentis!

Um abraço apertado em todas vocês!