sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Espreita



A tormenta não passa. Bate e volta sem cansar. Só quem se cansa sou eu dos estrondos delirantes. Mas é pela luz que me levanto − nos últimos tempos não mais me forçando, o que é bom. Bolsas de ar se formaram ao meu redor e agora respiro mais e melhor.

O teu regresso me alegra e pela alegria estou sempre à espreita, à espera, ansiosa.  Afasto a escuridão na esperança de que haja sempre espaço em minha vida para as coisas boas com as quais sonho. Já te disse que outro dia sonhei contigo?

Gosto demasiadamente de ti também, e espero que tu possas aprender a viver com a tua sombra, afinal de contas ela é parte de ti, e só existe se estiveres exposto à luz, que é onde deves sempre estar. Na claridade, e não no breu, meu amigo, é o teu lugar. O lugar de todos nós. Onde podemos ver onde pisamos, com quem andamos e para onde vamos. Procure a luz, meu querido, e fuja dessa tua escuridão.

Do lado mais claro do túnel estarei eu, a te esperar.

Nicole Rodrigues

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