sábado, 6 de setembro de 2014

Insensatez




Insensatez é uma palavra que eu havia usado, mas nunca sentido. Até agora.

Liberdade plena, com amarras pequenas, em forma de amantes ou prisão perpétua em forma de amor único e absoluto?

Entrega total, diária, em pequenas doses maritais e maternas ou grandes doses encapsuladas e espaçadas de amor fugaz?

A outra que vive em mim, quem quer que seja, morrerá. Terei de matá-la a sangue frio. Planejarei seu último suspiro e apagarei os vestígios dessa existência dúbia, que hoje me parece natural, mas que não sobreviverá ao tempo. Ou a mim mesma.

Não quero viver pela metade, mas não sei qual metade devo matar.  

Nicole Rodrigues

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